Coisas que fiquei pensando após assistir o filme “Capitão Fantástico”

Entre ontem e hoje tirei umas horinhas para assistir o filme “Capitão Fantástico” no Telecine (o VOD está aberto temporariamente assim como os canais). Já fazia tempo que eu queria assistir e fiquei feliz agora que deu certo.

Se você não está conseguindo se localizar, “Capitão Fantástico” é aquele filme com o Viggo Mortensen no qual ele é pai de seis crianças e vive com elas no meio da floresta em uma vida sem escola, TV na qual as crianças treinam para sobreviver na selva e caçam o que precisam comer. Com a morte da mãe, eles tem que conviver com a família que vive na “civilização” e os contrastes são muito interessantes.

Duas cenas me impressionaram muito… Uma é quando eles vão ao banco com o pai e perguntam se todos ali estavam doentes porque a grande maioria estava bem acima do peso. E depois aquela cena chocante (que toda mãe deve entender) do primo com o celular na mão na mesa de jantar (quem nunca?) e as crianças sem entender bem o que era aquilo.

Como eu já disse os contrastes são muito interessantes e acho que o filme além de fazer com que a gente olhe mais pra nossa própria vida e veja no que estamos exagerando… Será que é muita tecnologia? Será que tem algo de muito errado na nossa alimentação (a tal história de descascar mais e desempacotar menos)? Será que estamos fazendo com que nossos filhos gostem de informação e do aprendizado ao invés de irem na escola por obrigação?

Todas estas peguntas ficaram pairando no ar por aqui. Mas ao mesmo tempo o filme também mostra que tudo que é radical é ruim também. As crianças aprendem a conviver bem com a natureza, são leitoras assíduas, são muito ativas fisicamente mas ao mesmo tempo não tem parte da cultura que a convivência humana (e até a TV, porque não? ) trazem. Também acabam não tendo traquejo social nenhum (visível na cena do primeiro encontro do filho mais velho).

Pra mim a mensagem do filme é muito clara nesse sentido de que nós precisamos rever alguns conceitos mas que tudo que é radical também não é bom. Que o ideal é achar um meio termo pra tudo. E se você é mãe recente, você deve estar bem por dentro dos radicalismos que a maternidade enfrenta. Alguns importantes (como a isenção de açúcar refinado no primeiro ano da criança) e outros nem tanto (a neurose da amamentação, que é importante, mas às vezes não tem como mesmo e tudo bem ué).

Eu já disse algumas vezes aqui no blog que o importante é a gente se informar  e tomar as decisões da forma mais tranquila possível. Sem radicalismos, sem neuras e sem dar bola para as críticas.

E o final do filme é muito legal pois eles encontram este meio termo juntos, sem abrir mão do principal do estilo de vida que escolheram, mas mantendo a educação convencional e convivendo socialmente.

Você já assistiu o filme? O que achou?

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