Nem sempre conseguiremos proteger nossos filhos

Como pais e mães, mesmo que instintivamente temos sempre uma reação de proteger os filhos de tudo que possa fazê-los sofrer, mesmo que minimamente. Porém esta semana estou passando por uma situação que apesar de ser uma coisa da vida, tenho notado que está sendo bem difícil para o Mateus.

O Mateus está na escolinha há um ano e desde que entrou ele tinha a mesma professora, que eu gostava muito. Acabou dando certo de ela continuar com a turma mesmo com a virada do ano e eu tinha achado isso ótimo.

Aí achei ele meio esquisito já há alguns dias. Ontem ele me contou que a Tia tinha ido ao médico e não estava lá e depois veio o comunicado da escola de que estavam mudando a professora dele.

Hoje pela manhã ele me perguntou novamente se a antiga professora ia estar lá e eu respondi que não que quem estaria seria a nova professora. Ele me pediu pra levar um brinquedo na escola e eu falei que hoje não era dia mas que ele podia levar e deixar no carro.

Ao chegarmos na escola ele pediu de novo para levar o brinquedo e foi aquela birra. Me abraçou e não queria entrar.

Acredito que o brinquedo seja apenas uma forma dele demonstrar que está triste e frustrado porque a professora não está mais lá e é muito difícil lidar com esta situação. Como você explica para uma criança de três anos que provavelmente ele nunca mais vai ver a professora antiga que ele via todos os dias e era a referência dele na escola?

Esta história me fez lembrar de uma experiência minha. Quando eu tinha uns 3 anos mais ou menos uma coleguinha que eu gostava muito se mudou de Estado. Me lembro de que minha mãe me levou para vê-la antes de mudar e ela nos deu uma foto que ficava no final de um álbum de família.

Como eu era muito criança nunca mais tive contato mesmo com esta amiguinha, mas sempre tinha uma sensação estranha como uma saudade mesmo quando folheava o álbum.

A verdade é que não vamos conseguir proteger nossos filhos de todo sofrimento, mas acredito que a melhor maneira de fazê-los entender desde pequenininhos é sendo sincera e transparente. Esconder informações ou mentir só gerarão maiores dúvidas e suspeitas posteriores e podem piorar ainda mais a situação.

Eu gosto muito da frase “We grow through pain” (Nós crescemos através do sofrimento) e hoje eu só tenho a esperar que o Mateus cresça e amadureça com esta situação para cada vez poder lidar da melhor forma com as adversidades que irão surgir.

Você já passou por alguma situação parecida? Conte pra gente aqui nos comentários. Bjos

Coisas para fazer antes de engravidar

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Se você está planejando engravidar nos próximos meses, saiba que alguns cuidados devem começar antes mesmo da gravidez acontecer. Então aqui vão algumas dicas que podem ajudar:

  1. Converse com seu ginecologista sobre seu planejamento: converse a partir de quando pretende parar de usar o método contraceptivo, que cuidados tomar, quanto tempo a gravidez pode demorar. Se informar e planejar é sempre bom.

2. Comece a tomar o ácido fólico e algum suplemento vitamínico, caso o médico recomendar.

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Maternidade e Equilíbrio

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Há muitos anos eu assisti um filme com o George Clooney e a Michelle Pfifer chamado “Um dia especial”. No filme, Michelle é uma mãe divorciada, arquiteta e super certinha para manter a sua vida profissional e de mãe sob controle. No filme ela fala que o importante é manter todas as bolas no ar, sem deixá-las cair e essa imagem sempre me acompanhou muito, afinal sempre tenho esta sensação de estar equilibrando várias coisas ao mesmo tempo e me questiono muito se estou fazendo alguma coisa bem feita ou se na ânsia de fazer tudo, nada sai bem feito.

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Carta a uma futura mamãe

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Fonte: Freepik

Se você é ou está pensando em ser uma futura mamãe e tudo que te falam é que a maternidade é maravilhosa, não sou eu que vou ir contra este senso comum. A maternidade é sim maravilhosa. O amor que sentimos pelo filho é algo diferente e algo que você nunca sentiu por ninguém. Com o nascimento do bebê nasce aquela vontade de cuidar e fazer o melhor dentro e às vezes até além das nossas possibilidades. Você só vai querer o bem daquela pessoinha.

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Relato de parto – minha cesárea

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Fonte:Freepik

Vi alguns posts hoje no meu facebook de como estão aumentando os grupos de mães a favor da cesárea e confesso que essa briga me assusta um pouco. Primeiramente quero deixar claro que cada uma tem o direito de escolher o tipo de parto pelo qual quer passar, mas que é muito importante se informar, ler a respeito e bater o pé com seu obstetra ou até trocar de obstetra se for necessário para garantir o seu direito.

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Situações ruins que eu passei com o recém-nascido (e não desejo pra ninguém)

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Pois é…quando falarem que os primeiros três meses com um bebê são punk, acredite! Óbvio que tem a parte maravilhosa de ser mãe, mas é tudo tão diferente, são tantas dúvidas, tanta gente falando coisas que não é fácil. Fiz aqui uma listinha das coisas que passei e não gosto nem de lembrar. Mas fica uma notícia boa…tudo melhora e muito! Mas tem que ter paciência.

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Sobre a difícil decisão de trabalhar fora depois que o bebê nasce

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Olha, acho que desde que descobri que estava grávida, já comecei a sofrer por antecipação sobre o dia que ia ter que sair para o trabalho e deixar o bebê em casa ou na escolinha. E confesso que até hoje invejo muito as mães que conseguiram fazer arranjos dos mais diversos que as fazem passar mais tempo com seus bebês.

Acontece que eu gosto muito do meu trabalho e deixar de trabalhar mesmo que temporariamente não me parecia muito legal. Na verdade até mesmo durante a licença maternidade eu sentia falta de sair e ir trabalhar. Meu trabalho tem também muitas facilidades como é bem perto de casa (infelizmente não o suficiente para que eu possa ir almoçar) e tem horários bem razoáveis. Não é sempre que tenho que ficar até mais tarde ou trabalhar aos fins de semana.

Claro que a culpa de deixar meu filho em casa com a babá sempre me persegue (a mãe que não sente alguma culpa que atire a primeira pedra!), mas tenho um mantra – fazer o  tempo que eu e o Mateus passamos juntos valer muito. Por isso quando chego em casa, mesmo cansada, tiro os sapatos e me jogo no tapetinho de E.V.A. que tomou conta da minha sala junto com os brinquedos. Ali brincamos, dou milhões de abraços e beijos e aproveito para matar a saudade que me corrói o dia inteiro.

No fim de semana também procuro aproveitar ao máximo. Até as vezes tenho dificuldades de fazer as minhas coisas (é porque tem sempre alguma coisa!) porque não quero ficar longe. Mas vamos na natação, brincamos, passeamos bastante.

Uma coisa importante pra quem passou ou passa a mesma situação é ter muita confiança na escolinha ou cuidadora. Saber que o bebê está sendo bem cuidado é essencial pra conseguir realizar bem o seu trabalho . Claro que a gente pode e deve ligar sempre que quiser para checar como estão as coisas. Mesmo para os bebês pequenos que ainda não falam no telefone.

No final o importante é estar certa de que tomou a melhor decisão para a família toda e fazer com que os momentos juntos não passem tão rápido!

E você? Qual é o arranjo que você tem em casa?

Coisas que eu sinto saudades de quando não era mãe

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Ai, ai! Ontem estava conversando com meu marido sobre as coisas que eu sinto falta de quando não era mãe. Peraí…não me levem a mal, eu amo ser mãe e não trocaria isso por nada no mundo, mas é verdade que as coisas ficam mais limitadas. Eu por exemplo, tenho babá apenas em horário comercial, enquanto estou no trabalho e por isso tenho o compromisso de voltar pra casa o mais rápido possível pra babá poder ir embora.

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